segunda-feira, 4 de maio de 2009

A poucos minutos de adormecer

Sim, eu admito, esta é apenas uma forma de passar uma borracha na última fotografia e para esquecer aquele momento tão pouco feliz da vida.

Ando perdida, ao fim de 11 dias de espiral indielisboética, em que vivi mais do que um festival e muitos princípios de muitas coisas que ainda hoje não sei o que são, sinto o corpo a quebrar, a mente a delirar, a força a ir-se com o vento de maio. Procuro o silêncio numa paz descoberta recentemente com alguém, mas até aí o silêncio me atraiçoa.

Paz, sábado, paz, domingo.
Paz.

sábado, 2 de maio de 2009



Foi assim mesmo, com a sensação de que andei a carregar o mundo às costas e que não eramos muitos a sentir o mesmo, com o estômago apertado de vontade de tornar o IndieLisboa o IndieLisboa com a marca da Nádia, seja lá o que isso significa. Penso que ficou claro, mais uma vez, no meu corpo cansado e na minha mente extenuada, que eu vou morrer cedo, que não consigo deixar de correr atrás destes desafios loucos, destes desejos incontornáveis de viver a vida em GRANDE.
Que este grande vazio que me invade agora se transforme na coragem de amanhã...

terça-feira, 28 de abril de 2009

Ao fim de 5 dias de IndieLisboa...

Hoje uma jornalista estrangeira inaugurou um verdadeiro diário do Indielisboa, com a descrição de sensações e do ambiente do festival e com muitos elogios a um trabalho que me tem saído da pele.
Lembrei-me subitamente da ideia que tive há um ano para escrever um livro sobre...revelarei no próprio livro, uma coisa tão simples quanto relatar...as histórias que lá serão relatadas, esperando que a memória não me atraiçoe como em tantas ocasiões...
Ao fim de 5 dias de IndieLisboa e não só, lembrei-me de que estou viva, que a vida após o Indie continua e que o sol do verão está prestes a inundar esta cidade de uma sonolência enérgica, em que as poucas horas de sono são sinal de descontracção, gargalhadas e muito bate papo rodeada de verdadeiros amigos.
Ao fim de 5 dias de IndieLisboa e com uma paixão a brotar nas minhas mãos, quero ter todo o tempo do mundo para parar. parar. parar.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Os meus filmes IndieLisboa'09
- Sut/Milk (Turquia)
- Prince of Broadway (EUA)
- El Olvido (HOL)
- Helen (RU/IR)
- Young at Heart (EUA)
- Visita Guiada (PORT)
- Kinogamma (FR)
- Muitos Dias tem o mês (PORT)
- Santos dos Últimos Dias
- Recipes for a Disaster (FIN)
- L'exil et le royaume (FR)
- L'Encerclement (CA)

Entre o poético, o frio, o realista e o mais ficcionado...aqui vão os filmes que arrisco dizer: não percam!

terça-feira, 17 de março de 2009

Pontos A e Z

A descoberta, a curiosidade que nos impele a agir e a decidir, o primeiro passo para se sentir a vida a correr nas veias e as ideias a flutuar no seu caminho tão errante quanto único. Começar numa ponta e acabar noutra, ir do princípio ao fim de uma etapa.
Tudo isto que é a vida é como uma cena de um filme ou de uma peça de teatro que começa a florir e se transforma no entretanto. Todos nós somos uns entretantos que para aqui andamos a fingir que somos, que sabemos, que não tememos.
Gosto de gostar de ser um entretanto consciente, que se deixa transformar pelo sabor do vento e dos dias, numa fragilidade tão ambígua e dolorosa quanto radiante e maravilhada.
Chegar a um Z, ou intermédio de Z é deixar obra feita.