As noites do Jazz em Agosto
Aqui, nos bastidores, ainda se ouve ao longe os sons misteriosos de George Lewis Sequel, capazes de hipnotizar almas em desassossego. Mas não é só a música. É o balançar das árvores que exaltam a sua cor verde entre o psicadelismo suave que sobressai do palco, é o gato que olha perdido para a invasão de um espaço que à noite é só seu, é a reunião de pessoas que significam tanto sem se saber porquê.
É o Jazz em Agosto. E é também um pouco meu.
sábado, 1 de agosto de 2009
sábado, 13 de junho de 2009
terça-feira, 12 de maio de 2009

FATAL , o começo e o fim de todas as coisas
Começou na terça 5 de Maio e só termina...no dia 24 de Maio. Foi a minha primeira semente da assessoria de imprensa e guardarei esta experiência entre as mais enriquecedoras de sempre. Nem sempre é fácil transmitir o espírito deste festival aos media e ao público e o FATAL é estranhamente criticado e louvado em simultâneo por ter no seu cerne o teatro universitário.
Se por um lado o teatro universitário carece de um objecto profissional e peca em termos de durabilidade e estabilidade dos grupos - características comuns a todos os grupos de teatro univeristário, a todas as associações benévolas, a todas as iniciativas não lucrativas que dependem exclusivamente de uma vontade comum e que chegam muitas vezes a mudar nem que seja uma pequena parte do mundo - por outro, o teatro universitário educa, forma, responsabiliza, torna o crescimento dos quase-adultos univeristários especial.
Foi com esta mensagem que terminou a tertúlia que seguiu o espectáculo Atentados, de Martin Crimp, do Grupo de Teatro da Nova, um conjunto de pessoas que literalmente deu a sua vida ao grupo para chegar a um ponto de coesão raro e belo que se espelhou na peça, do princípio ao fim. É por estes momentos que o FATAL de repente faz sentido: "Fizemos esta peça para o FATAL...", uma meta-meta que não é uma meta em si, mas um culminar de um trabalho que se ajusta às exigências de um timing de conclusão de um projecto.Fará sentido então questionar o FATAL?
Já vai longe o domingo, mas é imperativo registar a sensação de estar numa experiência desportiva única como foi a de assistir à final do Estoril Open. Entre o silêncio exigido pelos jogadores por questões de concentração, o turbilhão de pessoas que se apressam a sentar para não incomodar mais o jogo, os gritos viris de Blake e Montañes, a surda pressão psicológica que se criou em campo aquando do 2º set, o cheiro a cigarilha vindo de um tio qualquer que por muito civilizado que se considere, não se apercebeu do incómodo que estava a criar, a organização exímia de todo o evento...
Acompanhada por um jornalista/amigo de uma agência espanhola, vi ao vivo os bastidores do jornalismo em directo, com a sala de imprensa a fervilhar de interacções, um microcosmos que me recordou o ambiente da Visão e a minha verdadeira essência de jornalista...
Acompanhada por um jornalista/amigo de uma agência espanhola, vi ao vivo os bastidores do jornalismo em directo, com a sala de imprensa a fervilhar de interacções, um microcosmos que me recordou o ambiente da Visão e a minha verdadeira essência de jornalista...
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