sábado, 13 de junho de 2009
terça-feira, 12 de maio de 2009

FATAL , o começo e o fim de todas as coisas
Começou na terça 5 de Maio e só termina...no dia 24 de Maio. Foi a minha primeira semente da assessoria de imprensa e guardarei esta experiência entre as mais enriquecedoras de sempre. Nem sempre é fácil transmitir o espírito deste festival aos media e ao público e o FATAL é estranhamente criticado e louvado em simultâneo por ter no seu cerne o teatro universitário.
Se por um lado o teatro universitário carece de um objecto profissional e peca em termos de durabilidade e estabilidade dos grupos - características comuns a todos os grupos de teatro univeristário, a todas as associações benévolas, a todas as iniciativas não lucrativas que dependem exclusivamente de uma vontade comum e que chegam muitas vezes a mudar nem que seja uma pequena parte do mundo - por outro, o teatro universitário educa, forma, responsabiliza, torna o crescimento dos quase-adultos univeristários especial.
Foi com esta mensagem que terminou a tertúlia que seguiu o espectáculo Atentados, de Martin Crimp, do Grupo de Teatro da Nova, um conjunto de pessoas que literalmente deu a sua vida ao grupo para chegar a um ponto de coesão raro e belo que se espelhou na peça, do princípio ao fim. É por estes momentos que o FATAL de repente faz sentido: "Fizemos esta peça para o FATAL...", uma meta-meta que não é uma meta em si, mas um culminar de um trabalho que se ajusta às exigências de um timing de conclusão de um projecto.Fará sentido então questionar o FATAL?
Já vai longe o domingo, mas é imperativo registar a sensação de estar numa experiência desportiva única como foi a de assistir à final do Estoril Open. Entre o silêncio exigido pelos jogadores por questões de concentração, o turbilhão de pessoas que se apressam a sentar para não incomodar mais o jogo, os gritos viris de Blake e Montañes, a surda pressão psicológica que se criou em campo aquando do 2º set, o cheiro a cigarilha vindo de um tio qualquer que por muito civilizado que se considere, não se apercebeu do incómodo que estava a criar, a organização exímia de todo o evento...
Acompanhada por um jornalista/amigo de uma agência espanhola, vi ao vivo os bastidores do jornalismo em directo, com a sala de imprensa a fervilhar de interacções, um microcosmos que me recordou o ambiente da Visão e a minha verdadeira essência de jornalista...
Acompanhada por um jornalista/amigo de uma agência espanhola, vi ao vivo os bastidores do jornalismo em directo, com a sala de imprensa a fervilhar de interacções, um microcosmos que me recordou o ambiente da Visão e a minha verdadeira essência de jornalista...
domingo, 10 de maio de 2009

Gota d'Água de Chico Buarque
Com a espuma dos dias como pano de fundo, em que a humanidade se une num mesmo grito pela sobrevivência, em Gota d'Água só não é igual a energia efervescente com que qualquer pessoa no mundo acede aos sentidos mais profundos da Terra. Baseado na tragédia grega Medeia, de Eurípides, nada mais arrepiante do que a catarse de sentimentos de Joana (Izabella Bicalho) que sozinha cria os dois momentos de clímax existentes ao longo de 2h30. O público expectante e resistente aplaude no final sem sair do lugar. Um momento único, histórico e revolucionário que só se deu graças à subtileza com que estes actores brasileiros completos foram conduzidos a encontrar o perfeito equilíbrio entre a sua natureza aparentemente leve e o destino trágico das personagens de Medeia. Sem palavras, obrigada Mandrake.
Com a espuma dos dias como pano de fundo, em que a humanidade se une num mesmo grito pela sobrevivência, em Gota d'Água só não é igual a energia efervescente com que qualquer pessoa no mundo acede aos sentidos mais profundos da Terra. Baseado na tragédia grega Medeia, de Eurípides, nada mais arrepiante do que a catarse de sentimentos de Joana (Izabella Bicalho) que sozinha cria os dois momentos de clímax existentes ao longo de 2h30. O público expectante e resistente aplaude no final sem sair do lugar. Um momento único, histórico e revolucionário que só se deu graças à subtileza com que estes actores brasileiros completos foram conduzidos a encontrar o perfeito equilíbrio entre a sua natureza aparentemente leve e o destino trágico das personagens de Medeia. Sem palavras, obrigada Mandrake.
sábado, 9 de maio de 2009
A repentina vontade de voltar a escrever - ou parar, que neste sentido vai dar ao mesmo diálogo introspectivo - é sempre sinal de uma revolta mental a chegar ao fim, que se recompõe a cada letra, a cada emoção descrita. Num dia nublado como este, em que nem a proximidade da Feira da Ladra e do esplendoroso miradouro da Graça me arrancam de casa, oiço novos sons para recuperar da temporada cinéfila e da obsessão.
Nada melhor do que começar pelo bodyspace para encontrar tudo aquilo que perdi musicalmente nos últimos tempos.
Nada melhor do que um dia refastelado na cama para voltar sentir a vida, a cada minuto que passa.
Nada melhor do que começar pelo bodyspace para encontrar tudo aquilo que perdi musicalmente nos últimos tempos.
Nada melhor do que um dia refastelado na cama para voltar sentir a vida, a cada minuto que passa.
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