quarta-feira, 27 de julho de 2011



Ciclos, e mais círculos, e mais voltas, e mais stops.
Reciclos, recírculos, revoltas, e mais setas.

Pára.

O tempo é outro, a vida é outra, tudo o que vive dentro de ti.
As paisagens são as memórias, os refúgios, as fugas, os silêncios, as demoras.

O presente não domina, habita.

E o futuro, quem sabe, brilha.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O que a serra nos faz

Caminhadas abrasivas e reveladoras entre riachos, castanhas e bolotas. Momentos em que o silêncio fala, discretamente, ao nosso ouvido, a língua da verdade. A serra tem o ar, as vistas, as cores que em mais nenhum lado se encontram, tão pura, tão verde, tão com um infindável mundo de descoberta que ninguém escapa à sua sombra. E nessa sombra, nesses pingos de chuva que ecoam no vale, nesse pé que assenta em falso no xisto húmido, desarmo-me, des-aparento, des-traio-me. E quando a luz se aproxima, naquele tímido sol de outono que ilumina ramos entre a imensidão da paisagem, adormeço, aconchegada, com vontade de nunca regressar.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010



Fragilidade humana que, como a insatisfação, é um desejo de impermanência contínuo. Não há outro fim se não o de continuar a senti-la. Um risco demasiado sedutor para não ser fatal e sanguíneo, um sopro de vida.