Recomeçar com inspiração séria?
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011

Ciclos, e mais círculos, e mais voltas, e mais stops.
Reciclos, recírculos, revoltas, e mais setas.
Pára.
O tempo é outro, a vida é outra, tudo o que vive dentro de ti.
As paisagens são as memórias, os refúgios, as fugas, os silêncios, as demoras.
O presente não domina, habita.
E o futuro, quem sabe, brilha.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
O que a serra nos faz

Caminhadas abrasivas e reveladoras entre riachos, castanhas e bolotas. Momentos em que o silêncio fala, discretamente, ao nosso ouvido, a língua da verdade. A serra tem o ar, as vistas, as cores que em mais nenhum lado se encontram, tão pura, tão verde, tão com um infindável mundo de descoberta que ninguém escapa à sua sombra. E nessa sombra, nesses pingos de chuva que ecoam no vale, nesse pé que assenta em falso no xisto húmido, desarmo-me, des-aparento, des-traio-me. E quando a luz se aproxima, naquele tímido sol de outono que ilumina ramos entre a imensidão da paisagem, adormeço, aconchegada, com vontade de nunca regressar.

Caminhadas abrasivas e reveladoras entre riachos, castanhas e bolotas. Momentos em que o silêncio fala, discretamente, ao nosso ouvido, a língua da verdade. A serra tem o ar, as vistas, as cores que em mais nenhum lado se encontram, tão pura, tão verde, tão com um infindável mundo de descoberta que ninguém escapa à sua sombra. E nessa sombra, nesses pingos de chuva que ecoam no vale, nesse pé que assenta em falso no xisto húmido, desarmo-me, des-aparento, des-traio-me. E quando a luz se aproxima, naquele tímido sol de outono que ilumina ramos entre a imensidão da paisagem, adormeço, aconchegada, com vontade de nunca regressar.
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