sábado, 1 de agosto de 2009

As noites do Jazz em Agosto

Aqui, nos bastidores, ainda se ouve ao longe os sons misteriosos de George Lewis Sequel, capazes de hipnotizar almas em desassossego. Mas não é só a música. É o balançar das árvores que exaltam a sua cor verde entre o psicadelismo suave que sobressai do palco, é o gato que olha perdido para a invasão de um espaço que à noite é só seu, é a reunião de pessoas que significam tanto sem se saber porquê.

É o Jazz em Agosto. E é também um pouco meu.

terça-feira, 12 de maio de 2009



FATAL , o começo e o fim de todas as coisas






Começou na terça 5 de Maio e só termina...no dia 24 de Maio. Foi a minha primeira semente da assessoria de imprensa e guardarei esta experiência entre as mais enriquecedoras de sempre. Nem sempre é fácil transmitir o espírito deste festival aos media e ao público e o FATAL é estranhamente criticado e louvado em simultâneo por ter no seu cerne o teatro universitário.
Se por um lado o teatro universitário carece de um objecto profissional e peca em termos de durabilidade e estabilidade dos grupos - características comuns a todos os grupos de teatro univeristário, a todas as associações benévolas, a todas as iniciativas não lucrativas que dependem exclusivamente de uma vontade comum e que chegam muitas vezes a mudar nem que seja uma pequena parte do mundo - por outro, o teatro universitário educa, forma, responsabiliza, torna o crescimento dos quase-adultos univeristários especial.

Foi com esta mensagem que terminou a tertúlia que seguiu o espectáculo Atentados, de Martin Crimp, do Grupo de Teatro da Nova, um conjunto de pessoas que literalmente deu a sua vida ao grupo para chegar a um ponto de coesão raro e belo que se espelhou na peça, do princípio ao fim. É por estes momentos que o FATAL de repente faz sentido: "Fizemos esta peça para o FATAL...", uma meta-meta que não é uma meta em si, mas um culminar de um trabalho que se ajusta às exigências de um timing de conclusão de um projecto.

Fará sentido então questionar o FATAL?



Apontamentos da vida
Já vai longe o domingo, mas é imperativo registar a sensação de estar numa experiência desportiva única como foi a de assistir à final do Estoril Open. Entre o silêncio exigido pelos jogadores por questões de concentração, o turbilhão de pessoas que se apressam a sentar para não incomodar mais o jogo, os gritos viris de Blake e Montañes, a surda pressão psicológica que se criou em campo aquando do 2º set, o cheiro a cigarilha vindo de um tio qualquer que por muito civilizado que se considere, não se apercebeu do incómodo que estava a criar, a organização exímia de todo o evento...
Acompanhada por um jornalista/amigo de uma agência espanhola, vi ao vivo os bastidores do jornalismo em directo, com a sala de imprensa a fervilhar de interacções, um microcosmos que me recordou o ambiente da Visão e a minha verdadeira essência de jornalista...